quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Energias renováveis ganham espaço..

Em 2011, foi recriada a Secretaria de Energia. No decorrer do ano, foi tomada uma série de iniciativas para tornar São Paulo um dos polos energéticos mais dinâmicos do mundo.
A pasta estabelece um diálogo permanente com a Petrobrás, com vistas a dar todas as condições para que São Paulo esteja completamente preparada para a chegada do pré-sal.
O Governo do Estado também tem estimulado a geração de energia limpa com a desoneração de impostos para as usinas melhorarem sua eficiência na área, através do bagaço da cana-de-açúcar. A meta é que São Paulo obtenha com bioeletricidade o equivalente ao que deve ser gerado pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
A Secretaria tem exercido ainda com celeridade e rigor seu papel de fiscalizadora do setor, por meio da Agência Reguladora de Saneamento e Energia (Arsesp).
A participação das energias renováveis Estado de São Paulo é de mais de 50% em relação ao total. A evolução da produção e oferta de energia reforça o perfil da matriz energética paulista como uma das mais limpas, sob o ponto de vista ambiental. Ao mesmo tempo, é uma segurança a mais no suprimento de energia frente à grande demanda.

Biomassa

Como maior produtor nacional de etanol, o Estado de São Paulo possui enorme potencial de conversão de resíduos desta indústria – bagaço, palha e vinhaça, oriundos da cana de açúcar – em energia elétrica, gás e vapor.
A bioeletricidade de cana de açúcar tem a vantagem de estar disponível justo no período de baixa nos reservatórios das hidroelétricas, o que a torna uma excelente opção complementar ao modelo hidráulico predominante.
O potencial estimado para geração de bioeletricidade de cana no Estado supera 14 megawatts (MW). Isso corresponde à geração de eletricidade da hidrelétrica binacional de Itaipu.
O acordo firmado entre a indústria sucroalcooleira e o Governo de São Paulo prevê o fim das queimadas na colheita da cana até 2014 e ainda fomenta o uso de um novo insumo, até então subutilizado: a palha, muito rica em poder calorífico. Também já estão disponíveis tecnologias que permitem a transformação do bagaço, da vinhaça e da palha em gás. Dessa forma, é possível chegar a regiões consumidoras ainda não atendidas pelos gasodutos.

Fomento à competitividade

Para aproveitar ao máximo o potencial de energia limpa do Estado, a Secretaria de Energia propôs a flexibilização do recolhimento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para aquisição de máquinas e equipamentos necessários à produção e à exportação da bioeletricidade de cana. Essa medida já foi implementada por meio do Decreto SP nº 57.042, de 6 de junho de 2011.
Outra ação é viabilizar a construção de redes coletoras da bioeletricidade produzida, com a participação de empreendedores do setor de energia elétrica nos investimentos requeridos, e realizar leilões específicos e regionalizados para comercializar a bioeletricidade produzida a partir da biomassa. Com isso, aumenta a competitividade do setor.

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